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View Full Version : João Pedro Pais, poeta injustiçado



zer0
15-01-2004, 20:04
Recebi isto no mail e esta brutal:

João Pedro Pais, poeta injustiçado


João Pedro Pais é, para alguns, o melhor músico da sua geração. Para outros
é o "Robbie Williams português". Para mim é um dicionário de rimas
ambulante.
Um dicionário de sinónimos Porto Editora, uma Enciclopédia e o CD "Falar
por Sinais" são o necessário para uma tarde bem passada a fazer
Palavras-Cruzadas.

Mas não nos fiquemos só pelo riso sufocado enquanto desligamos rapidamente
a RFM. Numa primeira tentativa de encontrar o real significado de cada
verso por detrás do elevado estado alcoolizado do autor,tenho o prazer de
apresentar uma análise cuidada do hit "Um Resto de Tudo".

Um Resto De Tudo
Desce pela avenida a lua nua
(Estou a descer uma avenida à noite)
Divagando à sorte, dormita nas ruas
(Estou desorientado e com sono. Ao usar ruas em vez de "avenidas" já
consigo quase rimar com lua nua)
Faz-se de esquecida, a minha e tua
(Não sei o que acabei de escrever mas pelo menos "tua" também rima com lua
nua)
Deixando um rasto, que nos apazigua
(Lua, nua, ruas, tua, apazigua. Boa. Vem aí o refrão!)


Refrão:
Sou um ser que odeias mas que gostas de amar
(Uma contradição fica sempre bem)
Como um barco perdido à deriva no mar
(Grandiosa comparação: "Um ser que odeias mas gostas de amar como um barco
perdido à deriva no mar". As outras hipóteses eram "como um pássaro ferido
a tentar voar" e "como um bife vendido, num talho do Lumiar"


A vida que levas de novo outra vez
("De novo outra vez", espero que seja suficiente para passar a ideia de
repetição)
O mundo que gira sempre a teus pés
(A Terra gira sobre si própria. É um facto. Já Copérnico o afirmava, mas
nunca foi Disco de Platina)


Sou a palavra amiga que gostas de ouvir
(Tu e mais 120 mil que compraram a merda do cd)
A sombra esquecida que te viu partir
(Pá, fica mesmo giro isto de meter sempre um adjectivo estranho à frente
dos nomes: palavra amiga, sombra esquecida, noite vadia...)


A noite vadia que queres conhecer
(Abordagem a problemas sociais como a vadiagem e a prostituição)
Sou mais um dos homens que te nega e dá prazer
(Mais uma contradição, estou imparável!)


A voz da tua alma que te faz levitar
(Um certo exotismo oriental)
O átrio da escada para tu te sentares
(Não rima muito bem com levitar,damn it! )
Sou as cartas rasgadas que tu não lês
(Não entendo pá, será que ela não gosta dos meus poemas?)
A tua verdade, mostrando quem és
(O que é a Verdade? Quem somos? Paraonde vamos?)


Entra pela vitrina surrealista
(Eu optava pela porta, mas isso sou eu)
Faz malabarismo a ilusionista
(Ou "faz contorcionismo a trapezista"
Ilumina o céu que nos devora
(Estou completamente pedrado)
Já se sente o frio, está na hora de irmos embora
(Devora, hora, embora...)


Sou um ser que odeias mas que gostas de amar
Como um barco perdido à deriva no mar... (gostava mais do bife no talho do
Lumiar, mas o que fazer...)

VoRtaN_MaDgE
15-01-2004, 20:35
:feliz:

kdcmar
15-01-2004, 20:54
:great:

EstilhaS
15-01-2004, 21:06
" O mundo que gira sempre a teus pés
(A Terra gira sobre si própria. É um facto. Já Copérnico o afirmava, mas
nunca foi Disco de Platina) "
LOLL! :great: