Carros Elétricos para muito breve, em 2022 termina a produção de Motores de Combustão Interna

Discussão em 'Motores' iniciada por Zec@s_MTR, 20 Março 2018.

  1. Zec@s_MTR

    Zec@s_MTR Moderador

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    Venho partilhar convosco algo que me fascina fortemente, e que vai ser uma realidade nossa muito mais cedo do que esperávamos, do que as perspectivas de mercado previam, aquilo que em 2005 era previsto acontecer passados uns 30 a 40 anos, felizmente vai acontecer num curto prazo de tempo, só irá ler isto quem tem interesse em tecnologia ou também tem sobretudo interesse ambiental pelo mundo em que nós vivemos.

    Daqui a 3 no máximo 4 anos a produção mundial de motores de combustão interna vai acabar, vão finalmente acabar as válvulas, os pistons e o ruído, as cames as bombas injetoras, os óleos queimados e os tubos de escape dos nossos carros, muitos podem não acreditar ou duvidar mas sei de fonte segura que esta informação é garantida e sobretudo sei as razões pelas quais isto felizmente vai e bem acontecer até 2022.

    Os nossos futuros falamos de uma duas gerações vão olhar para nós como nós agora olhamos para os antípodas.
    Eles irão dizer:
    Aqueles tipos! Eles andavam com aqueles carros barulhentos, com um tubo de escape uns atrás dos outros a deitar fumo cancerígeno com dezenas de litros lá dentro inflamável que explodia!!
    Aqueles gajos eram loucos!!!
    E é a mais pura verdade, não somos loucos, somos confinados a um mercado que dominou e domina mas por pouco tempo.

    Muito primitivo sim, ainda usamos nos nossos carros os mesmos princípios base da combustão interna desde o início da revolução industrial exactamente a seguir à máquina a vapor, estamos e vamos pois finalmente entrar numa nova era e ainda bem que sim.

    Contra mim falo pois passei muitos anos a estudar Otto e Diesel, sistemas de ignições e injeções, reprogramações, etc etc, esta matéria em muito curto prazo é obsoleta, não é por me ter reformado de vez dos carros e trabalhar com Electricidade que afirmo isto, mas sim pela principal lei do mercado, a Engenharia Mecânica Automóvel termina tal como era para dar lugar à Engenharia Electromecânica Automóvel, da antiga contínua apenas a aerodinâmica, materiais e pneumática, pouco mais.

    O meu sobrinho de 7 anos seguramente não vai conduzir carros com motores de combustão interna, estes vão ser erradicados do nosso dia a dia, infelizmente não pela questão ambiental que deveria ser, mas sim pela principal lei do mercado a que tudo obedece, o custo da energia, isto é apenas uma partilha e aqui escrevia várias páginas mas basicamente é isto:

    Há uma década atrás o custo de energia solar era 5 vezes maior do que o da energia fóssil, não consigo aqui inserir gráficos mas o custo da energia solar desde há alguns anos atrás passou a ser uma função parecida com Y = -2X, ou seja uma reta obliqua descendente, o preço em 2017 da energia solar já igualou o preço da fóssil, e este ano e seguintes ela contínua a descer começando a ser várias vezes mais barata do que a fóssil que como sabem tem altos encargos para termos as gasolinas/diesel refinados nas nossas bombas.
    Quanto a isto não há poderes petrolíferos que mandem, não há nada, é a principal lei do mercado em que nós humanos vivemos.

    Ora então a energia solar é mais barata, limpa e fácil de ter do que a petrolífera? Ora "bora" então mundo para ela, nada nem ninguém consegue ou irá conseguir impedir esta mudança de mercado.

    Tecnologia para ela?
    Já há mais que suficiente e alguma apresentada para o mercado de 2020 como um camião Tesla 100% eléctrico com autonomia para 800Kmts e performances arrasadoras, 800Kmts faz bem o turno legal de um camionista, carros com 600Kmts de autonomia e carregamentos ultra rápidos, e isto é só o início, a corrida já começou, a Tesla já tem vários concorrentes no mercado, isto vai ser, aliás já é uma grande luta.

    Eu trabalho atualmente todos os dias no carro da minha empresa um Clio IV, é grande máquina mas sei tão somente que este é e será a última geração, é o último Clio feito com motor de combustão interna, não haverá próximo Clio V com combustível fóssil muito dificilmente sequer híbrido se alguém duvidar é só esperarmos para ver.

    Mal posso esperar para o último motor de combustão interna ser colocado num museu para os nossos futuros verem: Ehh pá era assim que eles andavam, com uns "embolos" para baixo e para cima onde explodia lá dentro liquido inflamável, meu deus que primitivos!

    Que bom vai ser termos cidades silenciosas, vamos ter que nos reeducar, sim, só se passa nos peões com sinal verde, sim, só na passadeira e mais será revelado.

    E ainda se pergunta, quando no máximo em 4 anos acabar de vez a produção dos nossos motores de combustíveis fósseis, vai demorar muito tempo para todos os nossos carros atuais irem para reciclagem?
    Não, não vai ser assim muito, pois se por 20 euros poderem fazer 500 Ktms num eléctrico, quem vai dar 20 euros para fazer 100 ou 200 num de combustão?
    Eu não, esta lei é implacável, quem não se lembra nos anos 2000 que de repente houve o boom do gasóleo tudo queria carros a gasóleo por começar a haver tecnologia na altura para performance e que ficava muito mais barato face aos gasolina, aquilo que era para taxis e camiões em dois ou três anos passou a ser cobiçado para grandes berlinas de luxo e citadinos, passou a ser o mais desejado. É a lei do mercado a imperar não falha.

    Escrevia muito mais sobre isto se escrevia.
    Se cá estiver em 2022, irei reler este meu post, venha a energia eléctrica, que terminem os motores de combustão interna nos carros, venham carros eléctricos, estou ansioso por ter um com boa viabilidade que estará para breve no mercado.

    Grande abraço para todos, parabéns a quem leu este tópico e viva a electricidade. :thumbsup:
    NoobTuga gostou disto.
  2. SleepyFilipy

    SleepyFilipy Veterano PCDIGA

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    @Zec@s_MTR acredito que isso vá acontecer mas não no prazo de 4 anos que esperas. Acredito que aconteça de forma bem gradativa. Isto por causa dos mercados globais, onde tens mercados gigantescos (número de unidades vendidas) para consumidores com baixo poder aquisitivo, e onde imperam as tecnologias de baixo custo.

    Olha o Brasil por exemplo. Estamos a falar de um mercado que consome (bem por baixo por conta de última crise) cerca de 2.5 milhões de carros novos por ano (ou seja, o mesmo que vários países da Europa em conjunto). A maioria desses carros são de baixo custo, coisas que um consumidor na Europa nunca compraria. E o consumidor brasileiro inclusive tem que financiar esse carro low cost, com mensalidades exorbitantes e juros que matariam qualquer europeu do coração. Imagina agora, eletrificar um carro desses, que não fica barato, se formos a pegar como base o Fiat 500E (somente do ponto de vista motor), que tinha um custo produtivo cerca de 40% superior ao modelo a gasolina. Quando repassas esse custo ao cliente final, ficas com um carro que é economicamente inviável. Quem diz Brasil, diz o Mercosul (Argentina é um país bem importante) diz Índia, diz China. O volume de unidades vendidas é impressionante. As OEMs não vão abdicar dos lucros de vender nesses países, que não possuem poder aquisitivo para ter um carro desses.

    Sim os carros elétricos vão começar a ser uma realidade cada vez maior, mas serão primeiro na Europa, EUA (quando os lobbys petrolíferos ficarem mais frouxos), e somente depois, quando estiver devidamente implementado nessas regiões, e os custos produtivos caírem o suficiente para permitir a entrada nos demais mercados, então só aí as OEMs se irão focar em estender o acesso global a essas tecnologias. E se olhares no detalhe como nós aqui temos que olhar, vês que tirando uma ou outra menção dos governos desses mercados, para não dizerem que não estão preocupados, não existe grande movimentação.

    Além disso, os governos de alguns países podem até implementar legislações extremamente apertadas. Mas grande parte dos países não vai meter as OEMs contra a parede porque sabe o que elas contribuem para a economia e empregabilidade dentro do país. E não serão só as OEMs que têm que investir pesadamente, postos de serviço, até a própria infraestrutura do país, tem que se adequar a isso. Significa quebrar com algo que está totalmente enraizado a nível global, e sob esforço financeiro considerável, mudar todo o cenário.

    Até o carro elétrico estar disponível para todos os utilizadores, ainda vão algumas décadas. Lembrando que existe ainda a possível ramificação legal/financeira de algum governo tentar ilegalizar/obsoletar um bem legalmente adquirido (carros a combustão). Lembras-te bem que até carros carburados e que precisavam de aditivo no combustível para funcionar, não puderam ser retirados de circulação assim sem mais nem menos.

    Mas sim, o futuro é esse, só creio, pelo que vejo no meu dia a dia nesse ramo, que vai demorar um LONGO período até que esteja disponível para todos. Pessoalmente até gostava, o motor elétrico entrega-te o torque logo ahahahah.
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  3. Zec@s_MTR

    Zec@s_MTR Moderador

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    É uma questão pertinente essa visão nesses países sem dúvida, esta informação que tenho foi-me dada pessoalmente pelo co-founder da Yahho num recente congresso da minha empresa.
    Isto é a lei mais implacável do mercado, a energia solar no final do ano presente já estará mais barata do que a fóssil, infelizmente a questão ambiental nada conta para isto, se fosse pelo ambiente bem podíamos ficar como Xangai que nada mudaria, qual o país ou mercado que irá manter o custo de uma energia várias vezes mais cara do que outra?
    A nível económico se esses países continuarem a usar energias fósseis, vão ainda ficar mais atrasados e sem qualquer hipótese de mercado a nível mundial, pois não se trata só dos nossos carros e motas, a nível industrial e de transportes o custo de locomoção eléctrica em 2022 será menos de metade do custo da energia fóssil, não há como competir.
    A energia a nível global e o seu futuro é uma matéria que dá horas de grandes conversas ou seja livros de escrita, nem sei como começaria quanto mais terminar, das várias milhares Inspeções Eléctricas que já fiz, em apenas 3, 3 moradias vi, e nessas analisei escrupulosamente ao "microscópio" todo o funcionamento da instalação, moradias 100% autónomas com topo e condições de aquecimento e instalações, com painéis solares não apenas no telhado mas com áreas dedicadas e com baterias na casa, o proprietário só estava ligado à rede para mera emergência ou falha, porque estava autónomo, sei que isto vai ser o futuro casas, prédios, urbanizações autónomas, mas isso sim não é para curto prazo, para já é utópico o investimento, o espaço/manutenção etc, só o faz quem pode diria quase por excentricidade, é o futuro mas esta matéria já são outros 500...
    Eu foquei aqui os carros que é algo que me interessa particularmente e por estarmos a um passo de assistir à maior revolução auto de todos os tempos, os estudos de investigação de engenharia das marcas Auto face a motores de combustão estão quase na totalidade neste momento arrumadas, a Renault já anunciou introdução de novos 8 veículos eléctricos nos próximos 3 anos, e Peugeot já anunciou a próxima geração do seu 208 100% eléctrica, a Smart já descontinuou Smarts a combustão, agora só eléctricos e por aí fora em início de 2018! De facto não sei como se será nesses estados que referiste, mas se não acompanharem vão colapsar em custos.
    O custo desta energia vai convergir com a tecnologia auto de uma forma exponencial...
    Não tenho qualquer pena do colapso dos estados do petróleo os Emirates que ainda se vão aguentar pois na aeronáutica aí sim ainda vai depender dos fósseis por uns tempos pois a viabilidade eléctrica nesse campo sobretudo na tecnologia precisa ainda de amadurecer uma década, já nos Autos como lá o outro programa da SIC em tecnologia é mesmo o futuro hoje!
    O que poderá evitar esta mudança se o custo é mais baixo? Em três anos menos de metade do custo.
    Nada como estarmos cá para ver!
    Grande abraço do lado de cá amigo. :thumbsup:
  4. NoobTuga

    NoobTuga Membro PCDIGA

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    Boas!
    Eu queria já ter-me juntado aqui à conversa (que parece que não tá muito ativa) e partilhar algo que encontrei já no carnaval do ano passado (hehehe).
    Nós já vimos tantas evoluções que sempre precisaram do mid-step, mas agora vemos com cada vez mais frequência que o que deverá acontecer é o salto direto do combustível para a eletricidade. Agora isto vai depender do investimento que for colocado para meter a tecnologia no mainstream.
    Queria aqui partilhar uma foto do volkswagen IQ, tirada no dia de carnaval em 2017 quando fui à expo. O carro foi dar umas voltinhas para gravar um vídeo suponho (estava por lá a PSP para controlar o trânsito). Agora não sei se o carro foi visto em mais algum lado, mas quando tinha ido procurar ele ainda só tinha sido mostrado em Genebra, com produção para o mercado em 2020. Vamos ver o que nos dizem.
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    Que isto seja o futuro!
    Zec@s_MTR gostou disto.
  5. Bruno Brito

    Bruno Brito Membro

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    Boa noite!
    O que me podem dizer sobre os carros elétricos? Como é a condução?
    Eu tenho um Nissan Micra de 2016 e estou a pensar em fazer um negócio com a própria Nissan para trazer um Leaf configurado por mim por mais um x de valor ou se eles não me derem um valor aceitável pelo Micra, vendê-lo e ir buscar o Leaf então. Mudei-me para uma zona onde até tem sítio para carregar os carros, colocados pela própria empresa que fornece serviços de energia. Eu, pessoalmente, aprecio muito a condução e gosto muito de ter prazer a conduzir, mas já me disseram que os carros elétricos são tão automáticos que reduzem um pouco esse prazer, mas são muito mais económicos, o que acredito bem. E já agora, o que acham dos híbridos também? Uma comparação entre os dois seria bom.

    E a minha opinião sobre o assunto, que não percebo muito de carros, mas alguma coisa, é que, apesar de algumas marcas, como a Toyota, já terem anunciado o fim da produção de motores de combustão interna, mantendo apenas essa produção em modelos comerciais, será muito difícil que todas as marcas deixem de produzir esse tipo de motores durante os próximos 10 anos. Primeiro, porque mesmo já havendo carros elétricos baratos, muitas pessoas não conseguem comprar um carro novo mesmo a gasolina e nas versões mais baixas, quanto mais um carro elétrico, sendo também essa uma das formas das fabricantes de automóvel terem bastante lucro. Falo por mim, os meus pais, em 23 anos que vivi com eles, nunca conseguiram ter um carro acima do ano de 2000 e sequer um a gasóleo. Também por questões económicos de impostos e seguro, é verdade, mas mesmo que eles quisessem ir para um de 2005/2006, não conseguiam porque já saía completamente do encaixe financeira deles. E como eles, estão mais milhares de pessoas. O que seria feito delas? Iriam obrigá-las a andar de transportes públicos ou a comprar um carro híbrido/elétrico? E esses carros antigos seriam feitos o quê? Iriam para a sucata? Duvido que fossem deitados fora, até porque a maioria dos mecânicos ainda ganha dinheiro por causa desses carros antigos. Para além disso, falta ainda muito mais tempo para os combustíveis serem extintos, apesar de estarem cada vez mais caros, o facto das pessoas não conseguirem comprar um carro novo que não use combustível, leva a que seja necessário continuar a existir gasolina e gasóleo. Aliás, a gasolina existirá enquanto existirem carros híbridos, digo eu. Portanto, eu apostaria nuns 15/20 anos até que essa mudança esteja completa e isso já com uma perspectiva positiva.

    Cumprimentos.

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